terça-feira, 17 de abril de 2012

De repente 60 (ou 2 X 30)

O texto abaixo foi trazido pelo Sr. Lucio, nosso aluno da turma de 2012.

Regina de Castro Pompeu, terceira colocada no Prêmios Longevidade Bradesco de Jornalismo, Histórias de Vida, com o texto “De repente, 60”.


Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30” , em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo.
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade.
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência.
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho.
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas diretas e empeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas transmissões,vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no fogo.
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim…
Mas, do que é que eu estava falando mesmo?
Ah, sim, dos meus sessenta.
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar “Tranquilidade Pós-Menopausa”.
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha nova condição de mulher muito sex…agenária!



Fonte
http://www.mulheresde30.com/de-repente-60-ou-2-x-30-por-regina-de-castro-pompeu/

Evento de Pesquisa Qualitativa na Educação Fìsica


Pessoal, em breve divulgaremos a data e todas as informações sobre nosso evento de pesquisa qualitativa na EF que será realizado pelo Grepes na Universidade São Judas Tadeu.

O evento tem como objetivo discutir sobre os principios norteadores da pesquisa qualitativa, sobretudo, na área da Educação Física, no sentido de possibilitar aos participantes reflexões sobre o papel do pesquisador, o desenho da pesquisa, as possibilidades de pesquisas com caracteristicas participativas, entre outras..

Não percam, fiquem atentos


Abraço

4º Conferencia Interamericana de promoción de la Salud y Educación para la salud


Apresentação de Trabalho
Health Education Based in Paulo Freire´s Pedagogic Thinking: Leading and Autonomy

Despite their progress, developing countries have great challenges to overcome. In this journey, educational institutions performed an important role to guarantee the integrity and equality of their communities. Throughout university extension programs the Brazilian universities have been trying to realistically contribute to the citizenship formation, since these programs most of the time aim to take care of the people socially excluded from the building of citizenship process. Popular education for health is historically tied to this trajectory of struggling for the disruption from the dominant tradition of making and understanding health, based on biomedical and marketing visions. The relationship between popular education and health has been gradually strengthened and has made room for the building of a dialogic relationship between public and private sectors, aiming to build conjointly and critically this pedagogic practice which demands for the involvement of the civil society. Organized and collectively, the civil society searches, by means of education, to promote the growing of the criticism and the creation of ways to respond to the challenges found in the health area. In the last 9 years the São Judas Tadeu University, in São Paulo city, has been developing the bases of popular education in health by means of its Extension Program “Projeto Sênior para a Vida Ativa” (Senior Project for Active Life). It is a popular project by nature, based in Freire´s pedagogic thinking, which aims to build knowledge in biopsychosocial health of elderly individuals. Teachers and instructors are also benefited from the project because they have the opportunity to perceive themselves as leads of the social reality. In this context, the aim of this paper is to describe how the extension universities courses aimed to the communities is a valid strategy to qualify individuals in relation to self-care and to keep their autonomy, searching for develop both individually and collectively the planning and promotion of health strategies. The practice of the project has as theoretical and guiding axes the Successful Aging Theory, the Pedagogy of Autonomy and the Health Promotion Guidelines, and its educative actions are supported by the dialogicality, humanization, exchange of knowledge and participatory empowerment. Among the activities experienced in the Project stand out: a) the physical activity practice framed and linked to the elderly´s reality; b) the academic background of the physical education professional in which the students follow the classes of the project and the meetings of the study group weekly. Doing that they can think over the practical classes besides building the knowledge needed to carry out actions next to the elderly population and to establish a bond so that the look into the Other became more humanized. The learning acquired by the participants of the Project is structured through the collective building of knowledge, multiplication and strengthening of the political-organizational processes. As a result, the praxis allows that all the individuals enrolled perceive themselves as leads in the process of building knowledge in health, making them mobilizing agents for actions which notwithstanding require improvement and, above all, commitment.


Key words: Health Education, Elderly, Physical Education, Freirean Pedagogy

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cronograma REUNIÕES 2012

Olá pessoal aqui está nosso cronograma alterado,com as reuniões as sextas feira. Como é só uma vez por mês, vamos nos esfoçar para comparecer.

1º SEMESTRE
MARÇO 23
ABRIL 20
MAIO 18
JUNHO 15

2ºSEMESTRE
AGOSTO 17
SETEMBRO 21
OUTUBRO 19
NOVEMBRO 23
DEZEMBRO 14

Abração
Ale

terça-feira, 19 de abril de 2011

Políticas Públicas....

Recentemente estive no Congresso Paulista de geriatria e gerontologia e assisti uma mesa redonda onde o tema versava sobre Políticas Públicas de atenção à saúde do idoso. A apresentação iniciou-se pela exposição da política nacional e conseqüentemente a política estadual de atenção a saúde do idoso, ambas sob a égide do envelhecimento saudável e ativo, tendo alguns pilares que norteiam seu desenvolvimento, como as questões de gênero, cultura, participação social, saúde e segurança (proteção). Sob esta perspectiva, o discurso vai pelo caminho da promoção de saúde via aumento das capacidades funcionais dos idosos considerados fisicamente independentes, já que prevenir as perdas ocasiona maior atuação do idoso na sociedade, além de uma série de outras preocupações...

Segundo a palestrante que atua na secretaria estadual de saúde, existem dentro do sistema único de saúde propostas muito boas para a rede de atenção primária voltada ao público idoso, como os serviços amigos do idoso (informações sobre a gestão do cuidado), atenção domiciliar, caderneta de saúde do idoso, atendimento preferencial nas farmácias, entre outros. No entanto, a luta está na ampliação de ações intersetoriais, um exemplo disso, é a dificuldade de diálogo entre a área da assistência social e os serviços de saúde, o que parece estar caminhando para parcerias mais efetivas, e ainda os entraves de interesse político que dificultam a operacionalização de projetos e propostas.

Outro apontamento, sobre a questão do envelhecimento ativo é a política Cidade amiga do idoso, que tem como objetivo comprometer os governos para a perspectiva coletiva de ações para os velhos, vejam que interessante: Esta proposta nasce na Europa, mais especificamente em Genebra, onde membros da OMS, preocupados com o aumento da população idosa no mundo, lançam tal proposta com o intuito de ouvir as necessidades dos idosos que moram em grandes centros urbanos, pautando-se nas questões de saúde, segurança e participação social. Esta política vem para o Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, claro levando em conta as dificuldades já que um país em desenvolvimento possui suas particularidades, porém, foi implantada de forma verticalizada, de fora para dentro, muito provavelmente pensando em ações pontuais, como as que foram realizadas em Copacabana, mobilizando ou informando a população para a importância de manter-se ativo. Já em São Paulo, a maneira de efetivar essa proposta foi lançando o projeto “Bairro amigo do Idoso”, por iniciativa de um médico geriatra da Unifesp fez-se um estudo epidemiológico nos entornos da universidade, no bairro da Vila Clementino, isso há quase 20 anos atrás, para a partir dos resultados mobilizar o poder público local. Ao longo dos anos, obteve-se sucesso em algumas intervenções e os profissionais e idosos desse bairro continuam reivindicando melhores condições de vida.
NO entanto, não houve expansão efetiva dessa proposta para outros bairros pela dificuldade de diálogo e disposição política das subprefeituras. O bairro da Vila Clementino e o da Mooca são os mais eficientes nessa política (ops: bairros considerados universitários,só para lembrar). Agora eu pergunto: Como podemos pensar em um bairro amigo do idoso, do ponto de vista do envelhecimento saudável e ativo se o contexto de vida de um grande número de pessoas é composto de condições precárias? Falta de saneamento básico, ruas sem asfalto, falta de moradia digna, desnutrição e por ai vai... Então parece que o paradoxo é grande, o discurso é hegemônico, e mesmo quando se prega algo que não é viável para a população em geral, esse tipo de proposta é valorizada porque cumpre a agenda de órgãos internacionais que prezam pelos mecanismos quantitativos, portanto econômicos de desenvolvimento de um povo. Popularmente falando, “é só para gringo ver”, porque se o Brasil estiver bem avaliado em suas políticas publicas e nos índices de desenvolvimento humano maior será o investimento do banco mundial. Vivemos em uma lógica que mantém no viés econômico sua razão de ser. Mais veja que importante, será criado uma certificação, um selo para todas as cidades que aderirem à proposta “Cidade amiga do idoso”....é mole ou quer mais.

Importante pensarmos nisso..
acessem o blog WWW.saudedapessoaidosa.blogspot.com, bom ficarmos por dentro
portal da saude de SP- há informações sobre projetos como o Futuridade, Politicas estaduais para idosos...
ministerio da saude- sobre politica nacional de atenção a saúde do idoso
PNUD- www.pnud.org.br- programa das nações unidas para o desenvolvimento (pano de fundo para as politicas no Brasil)

Abraços
Ale

sábado, 16 de abril de 2011

V COLÓQUIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA IDOSOS

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTU SENSU EDUCAÇÃO FÍSICA
GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA SÊNIOR

PROGRAMAÇÃO


Tema: “Políticas Públicas para a Saúde do Idoso”.
02/05/2011 SEGUNDA FEIRA


MESA REDONDA
Horário das 09:00 às 12:00
Local: Auditório da Reitoria

ABERTURA

Mestre de cerimônia
Profa. Ms. Alessandra Galve Gerez

Mediadora
Profa. Dra. Marília Velardi

CONVIDADOS

O charme das políticas públicas e a exclusão do idoso.
Palestrante: Profa. Dra. Ana Cristina P. Bretas- Unifesp

O Profissional de Educação Física e o atendimento à pessoa idosa
Palestrante: Prof. Thiago Henrick de Sá – FSP/ USP


RELATOS DE EXPERIÊNCIAS
Horário: 14:00 às 16:30
Local: Auditório da Reitoria


Relato de experiência: A estrutura dos programas de Atividade Física voltados ao público idoso - SESC (Serviço Social do Comércio)
Palestrante: José Carlos Ferrigno- Assessor da Gerência de estudos e Programas da 3º idade.

Relato de experiência: O profissional de Educação Física nas equipes do NASF e o atendimento à pessoa idosa.
Palestrante: Evelyn Fabiana Costa - Doutoranda em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Profissional de Educação Física do NASF - Santa Casa

Relato de experiência: Projeto Sênior para a Vida Ativa (USJT): A experiência do programa de Educação Física para Idosos.
Ms. Mesaque Correia e Mestranda Alessandra Barreto, Educadores do projeto Sênior.

"O Povo Desorganizado"

Por Ferreira Gullar 27/02/2011
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A fagulha que incendiou a nação egípcia foi o suicídio de um jovem, em resposta à repressão policial
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O FIM da ditadura de Hosni Mubarak, no Egito, pode suscitar indagações acerca das consequências que podem advir dela, mas num ponto todas as opiniões parecem coincidir: foi o povo desorganizado que pôs abaixo o regime autoritário que durara 30 anos.
No Egito havia -e ainda há- numerosos partidos e organizações sociais que, de uma maneira ou de outra, vinham atuando na vida do país. Mas não partiu de nenhuma delas a mobilização popular que, concentrada na praça Tahrir, durante 18 dias, obrigou o ditador, obsessivamente apegado ao poder, a abrir mão dele. A fagulha que incendiou a nação egípcia foi o suicídio de um jovem, em resposta ao abuso da repressão policial.
Esse gesto desesperado despertou a revolta inicialmente de algumas dezenas de jovens, depois de centenas, de milhares e finalmente de milhões de cidadãos. Ignorando o poder repressivo do regime, foram para a rua, ocuparam a praça e receberam o apoio do povo egípcio. O povo desorganizado se mobilizou e através da internet passou a coordenar suas ações e seus objetivos. Parece um milagre? Pode parecer, mas não é. A razão disso é que o povo é, de fato, o detentor do poder, esteja ele organizado ou não.
Essa rebelião popular espontânea leva-me a refletir sobre o que chamo de "povo desorganizado". O que é, então, o povo organizado? Certamente aquelas parcelas da população que atuariam nos sindicatos e em outras entidades profissionais, estudantis e culturais. O objetivo de tais organizações, ao serem criadas, é defender os interesses das categorias e classes sociais que representam. A verdade, porém, é que isso nem sempre acontece e pode até mesmo ocorrer que tais organizações passem a se valer de sua suposta representatividade para atuar contra os interesses que deveriam defender.
Isso pode acontecer de várias maneiras, especialmente nos regimes autoritários. Por exemplo, no Brasil, quando os militares tomaram o poder, prenderam as lideranças sindicais e as substituíram por agentes do regime. A partir de então, essas entidades, que deveriam representar o povo organizado, agiam em sentido oposto, isto é, impedindo toda e qualquer manifestação contrária ao governo. Por isso que a primeira grande manifestação popular contrária à ditadura -a passeata dos Cem Mil- nasceu da mobilização espontânea de intelectuais e artistas que, em face da repressão policial, se concentraram num teatro e dali apelaram para a solidariedade da população, que aderiu a eles.
Mas essa noção da potencialidade política do povo desorganizado deveria ser acionada também no estado democrático, quando as entidades, que deveriam lutar pelos direitos da população, são cooptadas pelos que exercem o poder.
No Brasil, temos um péssimo exemplo: o de Getúlio Vargas, que, ao criar o imposto sindical, anulou a combatividade dos sindicatos de trabalhadores. Foi uma medida maquiavélica. Enquanto em outros países os sindicatos nascem da conscientização dos trabalhadores, que neles se organizam e os mantêm com sua contribuição mensal, os nossos, sustentados pelo imposto que é cobrado de todos os assalariados e controlado pelo governo, dispensam a participação efetiva dos assalariados.
Noutras palavras, são entidades-fantasmas, que não nasceram da necessidade dos empregados de se organizarem em entidades que defendam seus direitos. Por isso mesmo, poucos são os trabalhadores que delas participam, enquanto os oportunistas, com o apoio de minorais organizadas, passam a dirigi-las, impondo-se como lideranças fajutas.
Através delas, vinculam-se a partidos políticos, elegem-se deputados, tornam-se ministros e passam a atuar na vida política. Como a maioria dos trabalhadores ignora tudo ou quase tudo do que estou dizendo aqui, esses impostores passam por ser líderes de verdade e servem de "pelegos" para manter os trabalhadores submissos aos jogos de interesses.
Agora, mesmo esses falsos líderes apresentaram-se como defensores de um aumento do salário mínimo maior que o oferecido pelo governo, num jogo de cartas marcadas, demagógico, cujo resultado estava previsto.
E assim as coisas irão até que, um dia, o povo desorganizado perca a paciência e acabe com essas lideranças de araque e esses sindicatos de mentira.