sexta-feira, 30 de abril de 2010

Evento de Qualidade de Vida

Olá Pessoal, tudo bem?!

Ontem estive num evento sobre qualidade de vida na Unicamp, que teve como tema a evolução dos conceitos e práticas em QV. Diversos pesquisadores apresentaram suas conexões com a QV: com esporte, com o trabalho, com os idosos, com a reabilitação. É claro que numa exposição de 20 minutos, não houve possibilidade de aprofundamento, mas pude tirar algumas conclusões. Sobre os conceitos e práticas, a visão que temos de QV e saúde, é infinitamente mais densa do que a apresentada, mesmo levando em consideração o tempo disponível a cada palestrante. Isso evidencia a necessidade de continuidade do nosso trabalho e de "aparecer" nesses âmbitos. Mesmo assim, valeu muito a pena ouvir a colocação dessas pessoas e as interfaces apresentadas. Mas, no caso da QV e envelhecimento, ficou evidenciado a importância do cuidado que temos com a fundamentação específica de velhice, velho e envelhecimento. Uma palestra que finaliza com aquelas mensagens do tipo "velho é aquele que não aprende, que não se desenvolve etc. E se você aprende e se desenvolve, você não é mais velho", exacerba uma visão ainda carregada de estereótipos, mesmo que ainda bem intencionada e intervindo na realidade. Tenho muito cuidado na disciplina de Idosos na graduação em debater a terminologia e as questões conceituais da velhice, que exaustivamente estudamos pela Anita Neri. Isso também ficou muito claro e esperado, num curso que fiz sobre treinamento funcional para a "Terceira Idade". Sobre os aspectos de treinamento, muito bom, mas quando resvalou na questão da velhice... Claro que com relação ao treinamento funcional aprendi muito, mas a relação é a seguinte: "se você sabe muito de musculação, vai lá e fala com se faz isso com os idosos". Tudo bem, mas acho que seria de mais valia colocar uma pessoa que tenha uma visão mais fundamentada de velho e velhice, para depois querer falar de exercício, avaliação, treinamento para idosos. Pois o exercício está inserido num contexto bem mais complexo, não? Claro que nem sempre isso é possível, mas que assim os estereótipos são reforçados, são sim! De qualquer forma, defendo que ao se falar em velhice, são necessárias algumas colocações pontuais, sobre qual fundamentação estamos nos baseando, mesmo que depois venham discussões mais específicas de treinamento, esporte etc. Por falar nisso, segue o último posicionamento sobre exercício e idosos, do ACSM (http://journals.lww.com/acsm-msse/Fulltext/2009/07000/Exercise_and_Physical_Activity_for_Older_Adults.20.aspx#). Não li ainda, quando der posto um comentário...


Abraços

Fabiano

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Roda de conversa




Discussão!!! Criando uma dramatização..

Bate papo Sênior 2010

Depois de alguns anos trabalhando no sênior, as vezes me perguntam vc não cansa não?? De fato haverá fases que não poderei estar tão presente, mas cansar não! A cada turma nova nosso grupo de professores e monitores tomam fôlego diante de desafios, e da necessidade de aprimorar as ações pedagógicas para dar conta das caracteristicas dos idosos e criar um processo educativo cada vez mais rico.

2010, está muito bom, conseguimos estabelecer com os idosos uma relação de aprendizagem mútua por meio de dinâmicas e discussões riquissimas. As rodas de conversa nunca estiveram tão cheias de reflexão e creio que TODOS ali presentes pararam para olhar para si, dialogando internamente e reconstruindo conceitos e valores. Frases como a da dona Maria "Agora falo para minha filha que vou vestir o que eu quiser, já não acato tudo o que ela fala", mostram o quanto momentos de discussões podem contribuir para desenvolver a autonomia do idoso.

Em uma dinâmica de resolução de problemas, os sub grupos que se reuniam para refletir qual seria a solução para determinado problema, nós professores ao final disponibilizamos algumas soluções e eles foram enfaticos " Estas soluções que vocês nos deram até servem mas NÒS CRIAMOS A NOSSA".





Penso que é a pedagogia freireana se consolidando!!!

ALE!