Olá Pessoal, tudo bem?!
Ontem estive num evento sobre qualidade de vida na Unicamp, que teve como tema a evolução dos conceitos e práticas em QV. Diversos pesquisadores apresentaram suas conexões com a QV: com esporte, com o trabalho, com os idosos, com a reabilitação. É claro que numa exposição de 20 minutos, não houve possibilidade de aprofundamento, mas pude tirar algumas conclusões. Sobre os conceitos e práticas, a visão que temos de QV e saúde, é infinitamente mais densa do que a apresentada, mesmo levando em consideração o tempo disponível a cada palestrante. Isso evidencia a necessidade de continuidade do nosso trabalho e de "aparecer" nesses âmbitos. Mesmo assim, valeu muito a pena ouvir a colocação dessas pessoas e as interfaces apresentadas. Mas, no caso da QV e envelhecimento, ficou evidenciado a importância do cuidado que temos com a fundamentação específica de velhice, velho e envelhecimento. Uma palestra que finaliza com aquelas mensagens do tipo "velho é aquele que não aprende, que não se desenvolve etc. E se você aprende e se desenvolve, você não é mais velho", exacerba uma visão ainda carregada de estereótipos, mesmo que ainda bem intencionada e intervindo na realidade. Tenho muito cuidado na disciplina de Idosos na graduação em debater a terminologia e as questões conceituais da velhice, que exaustivamente estudamos pela Anita Neri. Isso também ficou muito claro e esperado, num curso que fiz sobre treinamento funcional para a "Terceira Idade". Sobre os aspectos de treinamento, muito bom, mas quando resvalou na questão da velhice... Claro que com relação ao treinamento funcional aprendi muito, mas a relação é a seguinte: "se você sabe muito de musculação, vai lá e fala com se faz isso com os idosos". Tudo bem, mas acho que seria de mais valia colocar uma pessoa que tenha uma visão mais fundamentada de velho e velhice, para depois querer falar de exercício, avaliação, treinamento para idosos. Pois o exercício está inserido num contexto bem mais complexo, não? Claro que nem sempre isso é possível, mas que assim os estereótipos são reforçados, são sim! De qualquer forma, defendo que ao se falar em velhice, são necessárias algumas colocações pontuais, sobre qual fundamentação estamos nos baseando, mesmo que depois venham discussões mais específicas de treinamento, esporte etc. Por falar nisso, segue o último posicionamento sobre exercício e idosos, do ACSM (http://journals.lww.com/acsm-msse/Fulltext/2009/07000/Exercise_and_Physical_Activity_for_Older_Adults.20.aspx#). Não li ainda, quando der posto um comentário...
Abraços
Fabiano



