terça-feira, 3 de agosto de 2010

A VISÃO CÔMICA DO ENVELHECIMENTO



Como vocês podem ver o Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia teve como palestra de encerramento, o "Conversando no sofá", pois é parece um formato interessante, onde o diálogo possibilita a discussão sobre os diversos aspectos do envelhecimento. De fato isto foi feito, mas o que não contávamos é que ali, estaria uma visão cômica da velhice.
Estavam presentes o cronista e filósofo Luis Zuenir, o jornalista Alexandre Calacho e como mediador um jornalista local (à esquerda). O intuito do sofá foi permitir que a platéia pudesse ouvir pessoas velhas, famosas no meio e encajadas na causa de um novo olhar para o processo de envelhecimento. Estava em pauta questões como "Como lidar com um país que se recusa a envelhecer". Totalmente pertinente....
Porém desde o inicio frases como " O anos não passam para você", "como você faz para se manter um jovem idoso?". O cronista retratou sua experiência na descoberta de que "Poxa estou velho", mas sempre com uma impressão de negação. Foi quando, depois de um bate papo bem surperficial, surge a pergunta do jornalista para Luis Zuenir "Como você lida com a PREGUIÇA da velhice" e a resposta, "sabe eu gosto de dormir depois do almoço e tinha vergonha disso, pedia para a empregada mentir".. será isso sinal de preguiça atrelado somente ao velho?? daí dá para perceber que nós já estávamos nos debatendo nas cadeiras e impressionados com o discurso de negação, eles falavam dos velhos e da velhice como se eles estivessem longe disso.
É amigos, a velhice também tem seu lado cômico, talvez discutido em uma roda de amigos, em um jantar descontraído, mas em um congresso renomado, triste não???
Mesaque e Bruna... acrescentem o que quiserem...
Abraços, Alê

2 comentários:

  1. Ale, podemos dizer que "seria cômico se não fosse trágico" ouvir essas coisas num evento desse porte. Mas parece que estamos lidando com o âmago desses intelectuais. Afinal, no fundo eles são pessoas iguais à maioria dos seres humanos que rejeitam a velhice, que fogem dos sinais de envelhecimento, que lutam por algo impossível: não mudar, estar sempre igual e jovem não importa que o tempo passe. Por mais que tenham domínio das suas especialidades profissionais, parece que lidam com as questões do envelhecimento por meio do senso comum e estereotipado da velhice. E nao podemos esquecer que "o velho é sempre o outro..." Talvez esses acontecimentos sirvam para que tenhamos condições de refletir sobre como será a nossa conduta, a nossa manifestação quando estivermos velhos? Mesmo com o que sabemos e acreditamos, manteremos a coerencia entre o discurso e a ação, ou vamos negar a velhice também??
    bjos

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  2. Eu não sei não...
    acho que rejeitam a velhice por pura falta de compreensão do que ela representa. Ignorância pura,. Intelectual de um lado, mostraram-se nada reflexivos do outro...
    Mudando de conversa, às vezes eu acho que a velhice deveria ser menos debatida, sabe?Tenho a impressão de que essa tal de "invenção da velhice" que a Guita Grin Debert falou há algum tempo nos colocou numa enrascada. E se nós só vivêssemos a vida, deixássemos o tempo passar e fôssemos sendo quem somos. Assumir-se como velho só é ruim pq o bonito é ser novo, assim como ser gordo é difícil prá caramba. O que é fora do padrão da coisificação que se põe em evidência entra na categoria do não desejável.
    A velhice é um tempo, como é a infância. Um recorte, um momento. Só isso. A coisificação é que dana com tudo... Afff, acho que fiquei de bode!Bjs Marília

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