quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Milk a voz da Igualdade"



Uma cenografia de Harvey Milk (1930- 1978) político norte-americano que assumiu sua homossexualidade publicamente nos anos 70. Interpretado por Sean Penn, é o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. Milk entrou na politica para impedir que a polícia da cidade caçasse e matasse os homossexuais impunamente.
Dica interessante discutida por nós como exemplo de uma ação que revela o empowerment coletivo em uma esfera mais ampla.
Bjs
Ale

terça-feira, 15 de junho de 2010

é lindo ver o sênior acontecer...

eu não tenho filhos, mas imagino que os pais sintam coisas semelhantes ao que sinto quando assisto ao nosso projeto "acontecer"....
como uma das "mães" observo orgulhosa a atuação dos professores, a participação dos idosos, o envolvimento dos monitores (às vezes mais, às vezes menos...), os relatos das intervenções, as manifestaçoes dos idosos, as fotos... (Ah, quem me dera estar sempre junto, vivenciando esses momentos lá, ao vivo e em cores.... acho que as mães têm esse desejo a respeito dos filhos...). é lindo ver!
sei que nada disso aconteceria se não houvesse sido criado o nosso grupo, com as discussões constantes que deram vida ao projeto. De nada adiantaria ser um modelo lindo, bem estruturado teoricamente, baseado em teorias espetaculares, sem conseguir "acontecer" de verdade, sem professores e alunos que "comprassem" a idéia e se engajassem...
Houve uma fase inicial de "criação", depois a de "crescimento" e há algum tempo ocorre a de "desenvolvimento", que poderá ser infindável desde que existam pessoas dispostas a compartilhar desse ideal e mergulhar fundo, como sempre tivemos até agora e temos seguramente no grupo atual. obrigada gente, por manter vivo o sênior!
bjo, miranda

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sugestão Cultural

Olá pessoal, este fim de semana assisti um filme muito bom "Invictus", é uma dica valoriosa dado o momento que vivemos de Copa do Mundo, onde os olhares voltados para a África do Sul e para o glamour do futebol, também nos faz refletir sobre questões sociohistóricas importantes, como a opressão dos negros, a miséria e sobretudo a luta de um Homem que por meio da compaixão deixou de lado todo rancor e ódio para dar lugar a esperança de um mundo melhor, falo de Nelson Mandela o "Mandiba" a luz de esperança desse país que ainda hoje sofre com a desigualdade e a segregação racial que se faz presente, mesmo que não tão explicitamente. Para nós educadores que buscamos uma sociedade mais humana e justa é uma obra que nos instiga a continuar, ainda que o caminho seja árduo.
O filme tem a direção de Clint Eastwood e traz um lindissimo poema do inglês William Ernest Henley que foi escrito em 1985, o filme leva o nome do poema que era recitado por Mandela enquanto permanceu preso. Retrata ainda o inicio de seu governo, onde havia muita segregação racial e uma fome de vingança devido ao Apartheid. No caso, Mandela vê no Rugby uma oportunidade de diminuir o ódio entre o povo. A atuação de Morgan Freeman, ator escolhido pelo próprio Mandela é brilhante e Matt Damon interpreta o capitão do time que passa a refletir sobre tudo depois de conhecer Mandela.
Por fim um trecho do poema...
"Além deste Oceano de Lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa,
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza,
Por ser estreita a senda, e não declino,
Nem por pesada a mão do mundo espalma,
Eu sou dono e senhor de meu destino,
Eu sou o comandante de minha alma"...
Eu agradeço aos Deuses por fazer de minha alma invencível..
"Nelson Mandela"

bj
Ale

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Apresentação da escala de esforço/ Borg




Percepção durante o circuito de exercícios aeróbios








Direitos dos Idosos

Na ultima quarta-feira no projeto, tive a oportunidade de presenciar uma dinâmica em grupo, com o intuito de levar os idosos a refletirem sobre um problema comum a todos, ou seja, direitos. Os idosos foram divididos em pequenos grupos com a incumbência de elaborar um problema. Posteriormente os idosos trocaram o suposto problema entre os grupos para solucionarem o problema do outro. Na roda de conversa os problemas, mais citados como de costume foram os assentos preferenciais, filas em banco e com não poderia faltar à discriminação e falta de respeito dos jovens. No entanto o que me chamou a atenção foram os relatos de discriminação dos idosos contra eles próprios, interessante, - eu não me aceito como velho nego a velhice, mas me apodero de maneira “abusiva” dos meus direitos, mas não sou velho. Mais interessante ainda o desabafo da Dona Dora, “a solução para o problema do outro grupo seria uma conversa com a pessoa que cometeu a descriminação de maneira educada e civilizada enfatizando que todos somos iguais apesar de nossas limitações, todos merecem respeito, igualdade e dignidade”. Apesar de ter sofrido uma discriminação por parte de um colega no projeto, ela fez questão de se posicionar e pedir respeito e humildade aos seus companheiros, enfatizando a importância das relações humanas dentro do grupo. Naquele momento os burburinhos se cessaram e o silêncio pairou no ar. A face de todos sem exceção, se tomou de uma intima e profunda reflexão. Alê, como mediadora respirou fundo e prosseguiu a dinâmica. Quando finalmente uma idosa tomada de sua reflexão pessoal, compartilhou uma sátira que ouvirá de um colega durante a semana: “Comparação da batata com o velho: Ambos são iguais quando colocados no saco são esquecidas, só são lembradas quando começam a feder”. O pior não foi à sátira, mas sim o posicionamento da idosa em enfatizar que depois de refletir sobre sua vida, deixou a entender que a sátira se faz verdade. Como esperado os demais idosos não concordaram e um novo burburinho se iniciou. Ana Martha como mediadora contornou a situação e transformou a sátira em pergunta para se refletir em casa. Como vocês podem intervir para que isso não ocorra de fato? Como não havia mais tempo e os ânimos estavam aflorados, a roda de conversa ficou para a próxima reunião.
Ao final quando todos os idosos e parte dos monitores haviam ido embora, iniciamos como de costume nosso bate- papo (ou como diria o Mesaque a “avaliação”) sem sombra de dúvidas o melhor bate papo da minha vida acadêmica e profissional, durante 1h e 40m refletimos sobre a dinâmica, sobre nossos objetivos, sobre Paulo freire, sobre o ambiente facilitador que as aulas proporcionam e devido a isso as manifestações obtidas, que muitas vezes superam nossas expectativas. Sem falar que todos os problemas e soluções apresentados, levavam a palavras chave a discussão sobre emporwement: educação e cidadania. Depois de sair da sala, meus pensamentos estavam em ebulição e continuam, pois tenho certeza de que se nós educadores investirmos nestas palavras pequenas em tamanho, mas enormes em transformação social o nosso País será uma Nação de todos e para todos, como diria Paulo freire “A educação é um ato político”. A cada dia que passa como aprimoranda no projeto, tenho provas que isso é possível, porém não é fácil...
Um grande abraço Bruna.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dedicar-se à velhice enquanto jovem

Recentemente, enquanto aguardava ansiosamente para o início de mais uma aula do Projeto Sênior, uma senhora participante do projeto me perguntou: “por que você trabalha com os velhos se eles não têm nada a te acrescentar?” e complementou: “eu trabalhei muito tempo com os jovens da antiga FEBEM, eram marginais, mas eram JOVENS”. Por um instante, o silêncio subitamente frio zumbiu ao meu redor. Como nunca havia refletido sobre o meu real interesse em ser aprimoranda do Projeto Sênior? Em tom descontraído respondi: “trabalhar com vocês aqui na universidade me possibilita aprender mais sobre o envelhecimento”. Apesar do seu contentamento com minha simples resposta, permaneci descontente por não ter uma clara compreensão do meu papel nesse projeto. Havia algo a mais, faltava alguma coisa e, após muitas insatisfações e reflexões, sabia exatamente o que era. Ignorando o lado profissional interessado único e exclusivamente em adquirir mais conhecimentos para enriquecer um mero currículo, notei o quanto é satisfatório, prazeroso e gratificante participar de um modelo pedagógico bem delineado capaz de promover mudanças comportamentais de forma consciente e responsável através das atividades e reflexões por nós desenvolvidas, contribuindo, assim, para um envelhecimento saudável e autônomo. Enquanto muitos programas de educação física enaltecem de forma exacerbada a prática de atividade física como única promotora de saúde, num contexto simplesmente biológico, o Sênior nos possibilita resgatar as demais dimensões humanas em nossas práticas profissionais e pessoais. “Por que você trabalha com os velhos...?”. Com essa pergunta não tive receio de repensar sobre o meu papel no projeto, compartilhando, assim, da idéia de Freire: “todo ato de educar é também um ato de educar-se”. E pode ter certeza, vocês têm muito a nos acrescentar!

Adriana Lucio