terça-feira, 14 de dezembro de 2010

COMPANHEIROS, PARCEIROS, AMIGOS



Mais um ano chega ao fim e nós educadores apaixonados pelo nosso trabalho temos aquela sensação gostosa de dever cumprido. A realização está em ver o nosso projeto evoluir, aprimorar-se e encantar aqueles que o conhecem. Que possamos levar para 2011 o mesmo entusiasmo e amor.
"Amigos queridos, companheiros, parceiros, que o carinho, respeito e a admiração continue permeando nosso grupo".
Feliz natal e um 2011 repleto de realizações
Beijocas Ale

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os frutos de nosso trabalho

OLHE promove Mutirão Amigo no IAPI
Numa parceria entre o Olhe, a empresa O Bem-Estar e a Universidade São Judas Tadeu (USJT), foi realizado o primeiro Mutirão Amigo do condomínio do IAPI 09/12/2010 - por Bernadete Oliveira e Alessandra Anselmi na categoria 'Aconteceu'
site:
Em julho de 2010, no XVII Congresso de Geriatria e Gerontologia, realizado em Belo Horizonte, durante a apresentação do Condomínio Amigo- Envelhecer com Futuro, conhecemos educadores do Projeto Sênior para uma Vida Ativa, desenvolvido na região da Mooca pela Universidade São Judas Tadeu (USJT).
A partir de então, nos reunimos ora na Universidade ora no OLHE e, em parceria, buscamos estratégias para fortalecer a rede de vizinhança e suprir as carências de atividades detectadas, buscando: a) informar e sensibilizar os moradores idosos do condomínio residencial IAPI sobre o envelhecimento, a longevidade humana e a importância da participação nas redes, como cidadão que recebe e oferece apoio de forma sustentável e solidária; b) conduzir dinâmicas que favoreçam o engajamento em programas de atividade física, tanto externos, quanto organizados dentro do próprio condomínio, promovendo a saúde, a participação e a segurança para o bem estar do cidadão que envelhece, sobretudo, dos idosos.
Fizemos um cronograma de ações. Nós, do Condomínio Amigo, nos prontificamos a reunir os moradores para a USJT convidá-los a participar da extensão do Projeto Sênior, dentro do IAPI. Sendo assim o “Mutirão Amigo” é a estratégia que a equipe do Condomínio Amigo encontrou para reunir o maior número de moradores do Condomínio Residencial IAPI. Durante o mutirão, realizado no dia 10 de novembro, as idosas puderam verificar a pressão arterial, a glicemia, a altura e o peso e, também, receberam orientações quanto aos cuidados com a saúde, com dicas nutricionais e sobre a importância da saúde bucal, levando-se em conta que quanto antes o diagnóstico for realizado, mais chances a pessoa tem de controlar as doenças e evitar danos mais graves à saúde.

A opinião dos profissionais:
Bruna Gabriela Marques e Alessandra Barreto educadoras do Projeto Sênior aprovaram o evento com entusiasmo: “eventos como esses são importantes para que nós, profissionais da saúde, possamos conhecer melhor o nosso público e, para os idosos, acredito que seja uma espécie de autoconhecimento e também uma oportunidade de se sociabilizarem, o que é muito importante nessa idade”, disse Bruna.
Para Alessandra Barreto: “acho ótimo eventos multidisciplinares como esse até mesmo para podermos fazer um diagnóstico de quais são as maiores necessidades dos idosos, as dificuldades que encontram no dia a dia e desta forma poder melhor ajudá-los.”


Participaram ainda do evento, o sociólogo e educador Mesaque Correia, o médico geriatra Rogério de Oliveira e a fisoterapeuta Déborah da Silva Gentilim, além da equipe do Condomínio Amigo, Talitha Lobo, Bernadete de Oliveira, Ingrid Mazeto, Ana Teresa Bacelar e Wanderlei Amorozo.
Os membros do Olhe aspiram que a ideia do Mutirão Amigo se propague por todos os cantos. Sabem que esse foi apenas o primeiro de muitos e, certamente, nós, da equipe Portal, estaremos lá para registrar e divulgar as atividades que com certeza solidificam a rede social e as relações intergeracionais.
Primeiro eco do mutirão amigo
Educadores do Projeto Sênior, da USJT, realizaram no dia 17/11 a primeira intervenção com a comunidade de idosos do IAPI. Na ocasião participaram seis idosas que se comprometeram em participar das demais intervenções e divulgar aos demais moradores. Apesar do número reduzido, a intervenção foi bastante proveitosa e estimulante.


Vale a pena ver a reportagem na integra no site do portal do envelhecimento,

bjs

Bruna

MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO

O Arquivo Público do estado de São Paulo acaba de lançar o sítio da internet Memória da Educação, direcionado a pesquisadores e interessados em história da educação paulista.
O portal abriga documentos dos séculos XIX e XX. São mais de 20 mil imagens, mostrando atividades pedagógicas de escolas da capital e do interior e textos como os relatórios produzidos pelas delegacias regionais de ensino entre os anos de 1852 e 1943 e anuários do ensino do estado de São Paulo, que trazem um diagnóstico da realidade escolar no início do século XX. Algumas publicações foram digitalizadas na íntegra, como o livro Vinte anos de propaganda contra o emprego da palmatória e outros meios aviltantes no ensino da mocidade, de 1880, de Abílio César Borges, e a Revista Escolar, editada entre 1925 e 1927.
O acervo está disponível em www.arquivoestado.sp.gov.br/educacao.
Achei muito interressante,
Bruna.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Um argumento frio convence
Um simples relato com amor transforma
É indescritível o que o projeto sênior representa pra mim! Confesso que ao ingressar em 2009, na transição, não me entusiasmei muito, mas resolvi dar uma segunda chance e me surpreendi com o trabalho desenvolvido, com a seriedade dos profissionais envolvidos e, acima de tudo, com o objetivo do projeto.
Não vivenciei os anos regulares anteriores, mas acredito que os idosos de 2010 superaram as expectativas. Uma turma engajada, pró-ativa e muito interessada em aprender. Cada círculo de cultura uma surpresa. Quem não se surpreendeu quando a Dora disse: “vocês trabalham com humanidade, com visão social”. Ou quando o Bernardino falou emocionado: “fiquei um tempo afastado e senti falta de vocês, do amor que vocês têm conosco”. Além de outros relatos que fiz questão de registrar: “ficaria com vocês para o resto da vida” (M. Margarida), “aqui eu faço de tudo e falo para os outros que aprendo lá na universidade” (Abigail), “vocês explicam tudo, o porque e como fazer...quando vou fazer o exercício sozinha, eu sei como fazer e pra que é” (Edite).
Acredito que esses relatos e as manifestações de afeto na festa de confraternização são resultados de um trabalho sério, desenvolvido com imensa felicidade e carregado de amor ao próximo.
Com tantos relatos, deixo o meu também: agradeço a oportunidade do aprimoramento, o ambiente acolhedor e os riquíssimos momentos de discussões que contribuíram imensamente para o meu amadurecimento profissional e humano.
Bom fim de ano e um excelente 2011 a todos!
bjos
Adriana


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Doce qualificação (com gostinho de quero mais)!!

OI pessoal tudo bem?
Bom gostaria de parabenizar os nossos nobres companheiros Marília, Miranda e Mesaque pelo belíssimo trabalho titulado Projeto Sênior para a Vida Ativa: uma pesquisa participante, apresentada na ultima segunda feira dia 23 de agosto de 2010. Diga-se de passagem, a trufa de cupuaçu estava uma delicia. Não tenho palavras para descrever a emoção que senti quando a banca ressaltou que o diferencial do projeto "são os educadores envolvidos e não as bases teóricas" e que o mesmo, dentre suas diversas características transformadoras a de se considerar a mais "importantes" a dimensão social. Indagando ao Mesaque se os educadores envolvidos têm essa consciência durante o processo?
Como participante deste processo acredito que a transformação começa por nós educadores, pois é o momento em que nossos valores enquanto seres humanos se transportam para o educador e principalmente para nossa ação, talvez nosso diferencial e acreditar que a educação só é verdadeira quando se da a transformação do educando por meio da transformação do educador.
Parabéns a todos os envolvidos neste grande processo que é o Projeto Sênior para a Vida Ativa.
Um grande abraço
Bruna

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CALENDÁRIO REUNIÕES do GREPES

Essas são as datas das reuniões do grupo de estudo para o segundo semestre:
10/8
14/9
19/10
16/11
7/12
Horário: 11h45min

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A VISÃO CÔMICA DO ENVELHECIMENTO



Como vocês podem ver o Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia teve como palestra de encerramento, o "Conversando no sofá", pois é parece um formato interessante, onde o diálogo possibilita a discussão sobre os diversos aspectos do envelhecimento. De fato isto foi feito, mas o que não contávamos é que ali, estaria uma visão cômica da velhice.
Estavam presentes o cronista e filósofo Luis Zuenir, o jornalista Alexandre Calacho e como mediador um jornalista local (à esquerda). O intuito do sofá foi permitir que a platéia pudesse ouvir pessoas velhas, famosas no meio e encajadas na causa de um novo olhar para o processo de envelhecimento. Estava em pauta questões como "Como lidar com um país que se recusa a envelhecer". Totalmente pertinente....
Porém desde o inicio frases como " O anos não passam para você", "como você faz para se manter um jovem idoso?". O cronista retratou sua experiência na descoberta de que "Poxa estou velho", mas sempre com uma impressão de negação. Foi quando, depois de um bate papo bem surperficial, surge a pergunta do jornalista para Luis Zuenir "Como você lida com a PREGUIÇA da velhice" e a resposta, "sabe eu gosto de dormir depois do almoço e tinha vergonha disso, pedia para a empregada mentir".. será isso sinal de preguiça atrelado somente ao velho?? daí dá para perceber que nós já estávamos nos debatendo nas cadeiras e impressionados com o discurso de negação, eles falavam dos velhos e da velhice como se eles estivessem longe disso.
É amigos, a velhice também tem seu lado cômico, talvez discutido em uma roda de amigos, em um jantar descontraído, mas em um congresso renomado, triste não???
Mesaque e Bruna... acrescentem o que quiserem...
Abraços, Alê

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Milk a voz da Igualdade"



Uma cenografia de Harvey Milk (1930- 1978) político norte-americano que assumiu sua homossexualidade publicamente nos anos 70. Interpretado por Sean Penn, é o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. Milk entrou na politica para impedir que a polícia da cidade caçasse e matasse os homossexuais impunamente.
Dica interessante discutida por nós como exemplo de uma ação que revela o empowerment coletivo em uma esfera mais ampla.
Bjs
Ale

terça-feira, 15 de junho de 2010

é lindo ver o sênior acontecer...

eu não tenho filhos, mas imagino que os pais sintam coisas semelhantes ao que sinto quando assisto ao nosso projeto "acontecer"....
como uma das "mães" observo orgulhosa a atuação dos professores, a participação dos idosos, o envolvimento dos monitores (às vezes mais, às vezes menos...), os relatos das intervenções, as manifestaçoes dos idosos, as fotos... (Ah, quem me dera estar sempre junto, vivenciando esses momentos lá, ao vivo e em cores.... acho que as mães têm esse desejo a respeito dos filhos...). é lindo ver!
sei que nada disso aconteceria se não houvesse sido criado o nosso grupo, com as discussões constantes que deram vida ao projeto. De nada adiantaria ser um modelo lindo, bem estruturado teoricamente, baseado em teorias espetaculares, sem conseguir "acontecer" de verdade, sem professores e alunos que "comprassem" a idéia e se engajassem...
Houve uma fase inicial de "criação", depois a de "crescimento" e há algum tempo ocorre a de "desenvolvimento", que poderá ser infindável desde que existam pessoas dispostas a compartilhar desse ideal e mergulhar fundo, como sempre tivemos até agora e temos seguramente no grupo atual. obrigada gente, por manter vivo o sênior!
bjo, miranda

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sugestão Cultural

Olá pessoal, este fim de semana assisti um filme muito bom "Invictus", é uma dica valoriosa dado o momento que vivemos de Copa do Mundo, onde os olhares voltados para a África do Sul e para o glamour do futebol, também nos faz refletir sobre questões sociohistóricas importantes, como a opressão dos negros, a miséria e sobretudo a luta de um Homem que por meio da compaixão deixou de lado todo rancor e ódio para dar lugar a esperança de um mundo melhor, falo de Nelson Mandela o "Mandiba" a luz de esperança desse país que ainda hoje sofre com a desigualdade e a segregação racial que se faz presente, mesmo que não tão explicitamente. Para nós educadores que buscamos uma sociedade mais humana e justa é uma obra que nos instiga a continuar, ainda que o caminho seja árduo.
O filme tem a direção de Clint Eastwood e traz um lindissimo poema do inglês William Ernest Henley que foi escrito em 1985, o filme leva o nome do poema que era recitado por Mandela enquanto permanceu preso. Retrata ainda o inicio de seu governo, onde havia muita segregação racial e uma fome de vingança devido ao Apartheid. No caso, Mandela vê no Rugby uma oportunidade de diminuir o ódio entre o povo. A atuação de Morgan Freeman, ator escolhido pelo próprio Mandela é brilhante e Matt Damon interpreta o capitão do time que passa a refletir sobre tudo depois de conhecer Mandela.
Por fim um trecho do poema...
"Além deste Oceano de Lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa,
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza,
Por ser estreita a senda, e não declino,
Nem por pesada a mão do mundo espalma,
Eu sou dono e senhor de meu destino,
Eu sou o comandante de minha alma"...
Eu agradeço aos Deuses por fazer de minha alma invencível..
"Nelson Mandela"

bj
Ale

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Apresentação da escala de esforço/ Borg




Percepção durante o circuito de exercícios aeróbios








Direitos dos Idosos

Na ultima quarta-feira no projeto, tive a oportunidade de presenciar uma dinâmica em grupo, com o intuito de levar os idosos a refletirem sobre um problema comum a todos, ou seja, direitos. Os idosos foram divididos em pequenos grupos com a incumbência de elaborar um problema. Posteriormente os idosos trocaram o suposto problema entre os grupos para solucionarem o problema do outro. Na roda de conversa os problemas, mais citados como de costume foram os assentos preferenciais, filas em banco e com não poderia faltar à discriminação e falta de respeito dos jovens. No entanto o que me chamou a atenção foram os relatos de discriminação dos idosos contra eles próprios, interessante, - eu não me aceito como velho nego a velhice, mas me apodero de maneira “abusiva” dos meus direitos, mas não sou velho. Mais interessante ainda o desabafo da Dona Dora, “a solução para o problema do outro grupo seria uma conversa com a pessoa que cometeu a descriminação de maneira educada e civilizada enfatizando que todos somos iguais apesar de nossas limitações, todos merecem respeito, igualdade e dignidade”. Apesar de ter sofrido uma discriminação por parte de um colega no projeto, ela fez questão de se posicionar e pedir respeito e humildade aos seus companheiros, enfatizando a importância das relações humanas dentro do grupo. Naquele momento os burburinhos se cessaram e o silêncio pairou no ar. A face de todos sem exceção, se tomou de uma intima e profunda reflexão. Alê, como mediadora respirou fundo e prosseguiu a dinâmica. Quando finalmente uma idosa tomada de sua reflexão pessoal, compartilhou uma sátira que ouvirá de um colega durante a semana: “Comparação da batata com o velho: Ambos são iguais quando colocados no saco são esquecidas, só são lembradas quando começam a feder”. O pior não foi à sátira, mas sim o posicionamento da idosa em enfatizar que depois de refletir sobre sua vida, deixou a entender que a sátira se faz verdade. Como esperado os demais idosos não concordaram e um novo burburinho se iniciou. Ana Martha como mediadora contornou a situação e transformou a sátira em pergunta para se refletir em casa. Como vocês podem intervir para que isso não ocorra de fato? Como não havia mais tempo e os ânimos estavam aflorados, a roda de conversa ficou para a próxima reunião.
Ao final quando todos os idosos e parte dos monitores haviam ido embora, iniciamos como de costume nosso bate- papo (ou como diria o Mesaque a “avaliação”) sem sombra de dúvidas o melhor bate papo da minha vida acadêmica e profissional, durante 1h e 40m refletimos sobre a dinâmica, sobre nossos objetivos, sobre Paulo freire, sobre o ambiente facilitador que as aulas proporcionam e devido a isso as manifestações obtidas, que muitas vezes superam nossas expectativas. Sem falar que todos os problemas e soluções apresentados, levavam a palavras chave a discussão sobre emporwement: educação e cidadania. Depois de sair da sala, meus pensamentos estavam em ebulição e continuam, pois tenho certeza de que se nós educadores investirmos nestas palavras pequenas em tamanho, mas enormes em transformação social o nosso País será uma Nação de todos e para todos, como diria Paulo freire “A educação é um ato político”. A cada dia que passa como aprimoranda no projeto, tenho provas que isso é possível, porém não é fácil...
Um grande abraço Bruna.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dedicar-se à velhice enquanto jovem

Recentemente, enquanto aguardava ansiosamente para o início de mais uma aula do Projeto Sênior, uma senhora participante do projeto me perguntou: “por que você trabalha com os velhos se eles não têm nada a te acrescentar?” e complementou: “eu trabalhei muito tempo com os jovens da antiga FEBEM, eram marginais, mas eram JOVENS”. Por um instante, o silêncio subitamente frio zumbiu ao meu redor. Como nunca havia refletido sobre o meu real interesse em ser aprimoranda do Projeto Sênior? Em tom descontraído respondi: “trabalhar com vocês aqui na universidade me possibilita aprender mais sobre o envelhecimento”. Apesar do seu contentamento com minha simples resposta, permaneci descontente por não ter uma clara compreensão do meu papel nesse projeto. Havia algo a mais, faltava alguma coisa e, após muitas insatisfações e reflexões, sabia exatamente o que era. Ignorando o lado profissional interessado único e exclusivamente em adquirir mais conhecimentos para enriquecer um mero currículo, notei o quanto é satisfatório, prazeroso e gratificante participar de um modelo pedagógico bem delineado capaz de promover mudanças comportamentais de forma consciente e responsável através das atividades e reflexões por nós desenvolvidas, contribuindo, assim, para um envelhecimento saudável e autônomo. Enquanto muitos programas de educação física enaltecem de forma exacerbada a prática de atividade física como única promotora de saúde, num contexto simplesmente biológico, o Sênior nos possibilita resgatar as demais dimensões humanas em nossas práticas profissionais e pessoais. “Por que você trabalha com os velhos...?”. Com essa pergunta não tive receio de repensar sobre o meu papel no projeto, compartilhando, assim, da idéia de Freire: “todo ato de educar é também um ato de educar-se”. E pode ter certeza, vocês têm muito a nos acrescentar!

Adriana Lucio

domingo, 30 de maio de 2010

discussão Empowerment!

Olá pessoal, em nossa reunião passada Marilia, Carlos e eu fizemos uma reflexão sobre como nosso trabalho no Sênior contribui para o processo de empoderamento do idosos. E levantamos alguns itens que consideramos importantes, como o desenvolvimento da capacidade de análise, síntese, reflexão e ação dos idosos, individualmente e como isso reflete no grupo. Logo fizemos relação com o texto da Restrepo, onde ela discuti aspectos necessários para o empowerment, frisando o conceito de capacitação comunitária, como complexo, multidimensional e dinâmico e estabelecendo itens relevantes para tal, como a importância da liderança, redes socias sólidas, habilidade para articular valores, sentido histórico, reflexão critica etc..
Então, que tal dar uma atenção especial a este texto no sentido de aprofundar a discussão. Má fique a vontade para complementar!

lembrando nosso próximo encontro será dia 15/06 na Each/USP!

um beijo a todos
Ale

quinta-feira, 27 de maio de 2010

VEJA, no imperativo

Usar verbos no imperativo é um problema... para quem sofreu com os ditames de uma ditadura política recém extinta como nós aqui no Brasil - e porque não dizer como nós latinoamericanos - os verbos no imperativo não soam nada bem. Pior ainda se formos do grupo das pessoas com mais vulnerabilidades, que ainda sofrem com as opressões das exclusões. Pois é, daí, uma revista como a Veja, que chega semanalmente às bancas, além de aportar gritando a sua importância vital para a manutenção da informação dos brasileiros e brasileiras, nos ordena que vejamos aquilo que eles julgam ser informação. Eu nem vou me alongar muito nessa conversa, porque ela vai dar (espero) pano prá manga, mas sugiro algumas leituras para discutirmos na nossa próxima reunião que será na EACH no dia 15/6: a primeira é da matéria publicada pela Veja http://veja.abril.com.br/200808/p_076.shtml e na sequência, dois textos sobre o assunto que estão nos blogs http://josekuller.wordpress.com/2008/09/14/paulo-freire-veja-pisa-na-bola-de-novo/
e no do Ghiraldelli que é o http://ghiraldelli.multiply.com/journal/item/149.

Bom, se é prá ver o conjunto de equívocos educacionais que se esparramam pelas páginas da Veja, mais uma reportagem que vale ler é a que trata do construtivismo, http://veja.abril.com.br/120510/salto-no-escuro-p-118.shtml, para a qual o educador e pesquisador do IP-USP Lino de Macedo escreveu uma belíssima carta-resposta que a revista preferiu não publicar, mas que postamos aqui nos comentários... leitura obrigatória para nossa discussão... referenciais decisivos para a formação da nossa consciência crítica. Beijos e até já

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Evento de Qualidade de Vida

Olá Pessoal, tudo bem?!

Ontem estive num evento sobre qualidade de vida na Unicamp, que teve como tema a evolução dos conceitos e práticas em QV. Diversos pesquisadores apresentaram suas conexões com a QV: com esporte, com o trabalho, com os idosos, com a reabilitação. É claro que numa exposição de 20 minutos, não houve possibilidade de aprofundamento, mas pude tirar algumas conclusões. Sobre os conceitos e práticas, a visão que temos de QV e saúde, é infinitamente mais densa do que a apresentada, mesmo levando em consideração o tempo disponível a cada palestrante. Isso evidencia a necessidade de continuidade do nosso trabalho e de "aparecer" nesses âmbitos. Mesmo assim, valeu muito a pena ouvir a colocação dessas pessoas e as interfaces apresentadas. Mas, no caso da QV e envelhecimento, ficou evidenciado a importância do cuidado que temos com a fundamentação específica de velhice, velho e envelhecimento. Uma palestra que finaliza com aquelas mensagens do tipo "velho é aquele que não aprende, que não se desenvolve etc. E se você aprende e se desenvolve, você não é mais velho", exacerba uma visão ainda carregada de estereótipos, mesmo que ainda bem intencionada e intervindo na realidade. Tenho muito cuidado na disciplina de Idosos na graduação em debater a terminologia e as questões conceituais da velhice, que exaustivamente estudamos pela Anita Neri. Isso também ficou muito claro e esperado, num curso que fiz sobre treinamento funcional para a "Terceira Idade". Sobre os aspectos de treinamento, muito bom, mas quando resvalou na questão da velhice... Claro que com relação ao treinamento funcional aprendi muito, mas a relação é a seguinte: "se você sabe muito de musculação, vai lá e fala com se faz isso com os idosos". Tudo bem, mas acho que seria de mais valia colocar uma pessoa que tenha uma visão mais fundamentada de velho e velhice, para depois querer falar de exercício, avaliação, treinamento para idosos. Pois o exercício está inserido num contexto bem mais complexo, não? Claro que nem sempre isso é possível, mas que assim os estereótipos são reforçados, são sim! De qualquer forma, defendo que ao se falar em velhice, são necessárias algumas colocações pontuais, sobre qual fundamentação estamos nos baseando, mesmo que depois venham discussões mais específicas de treinamento, esporte etc. Por falar nisso, segue o último posicionamento sobre exercício e idosos, do ACSM (http://journals.lww.com/acsm-msse/Fulltext/2009/07000/Exercise_and_Physical_Activity_for_Older_Adults.20.aspx#). Não li ainda, quando der posto um comentário...


Abraços

Fabiano

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Roda de conversa




Discussão!!! Criando uma dramatização..

Bate papo Sênior 2010

Depois de alguns anos trabalhando no sênior, as vezes me perguntam vc não cansa não?? De fato haverá fases que não poderei estar tão presente, mas cansar não! A cada turma nova nosso grupo de professores e monitores tomam fôlego diante de desafios, e da necessidade de aprimorar as ações pedagógicas para dar conta das caracteristicas dos idosos e criar um processo educativo cada vez mais rico.

2010, está muito bom, conseguimos estabelecer com os idosos uma relação de aprendizagem mútua por meio de dinâmicas e discussões riquissimas. As rodas de conversa nunca estiveram tão cheias de reflexão e creio que TODOS ali presentes pararam para olhar para si, dialogando internamente e reconstruindo conceitos e valores. Frases como a da dona Maria "Agora falo para minha filha que vou vestir o que eu quiser, já não acato tudo o que ela fala", mostram o quanto momentos de discussões podem contribuir para desenvolver a autonomia do idoso.

Em uma dinâmica de resolução de problemas, os sub grupos que se reuniam para refletir qual seria a solução para determinado problema, nós professores ao final disponibilizamos algumas soluções e eles foram enfaticos " Estas soluções que vocês nos deram até servem mas NÒS CRIAMOS A NOSSA".





Penso que é a pedagogia freireana se consolidando!!!

ALE!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sobre empowerment

No final de 2009 decidimos dar conta do termo emporwerment. Prá isso as primeiras reuniões do GREPES estão pautadas em leituras e na produção de um texto sobre o tema. Bom, dar conta significa compreendermos a essência do termo, suas significações e apilicações no campo da Saúde, com vistas a adotarmos uma prática em Edcação Fìsica cada dia mais coerente. A Sílvia Aquino (que é a nossa super ultra mega blaster tradutora , além de amiga do peito) enviou o link de um texto que saiu na Revista Época de 19/02/2010 (http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo2/Materia/exibir.ssp?materiaId=122642&secaoId=15230) assinado pela premiada jornalista Cristiane Segatto (ela escreve sobre saúde há 10 aos) e que nos ajudará muito nas nossas reflexões. Além da leitura, uma dica que fica é assitirmos ao filme e lermos o livro. Eu vou já neste domingo. Que tal combinarmos de irmos todos ao cinema antes da nossa próxima reunião do GREPES? Quem concorda, põe o dedo aqui!!! bjus

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nosso espaço

Neste blog podemos comentar sobre nossas ideias, nossos encontros, nossos momentos pedagógicos e podemos também compartilhar com os interessados na temática que envolve saúde, educação, velhice e envelhecimento. Que seja um espaço de crescimento!